Antes de
qualquer coisa saiba que daqui pra frente tem spoiler, mas também, falar que
alguém vai perder a perna numa série como essa é bem previsível né?
A tradução
mais adequada para “American Horror Story” é “história horrível americana”, ou
pra resumir melhor a série, “história lamentável americana” ou só “história
americana” ~rs.
Eu tive o
desprazer de assistir “picotadamente” (assim como acontece com os personagens
da série) os três primeiros episódios da segunda temporada, que se passa em um
hospício em dois tempos distintos: o passado onde os pacientes são torturados exageradamente
e o presente, onde o lugar está totalmente abandonado e “mal assombrado” como
era de se esperar nesse tipo de “enlatadinho” americano. Mas não se engane, a
estória é ruim no passado e no presente.
No presente
temos um casal babaca, típicos americanos, que decide “transar até enlouquecer”
no tal lugar abandonado, não seria idiota ir até lá só pelo risco que se corre,
mas seria idiota pela higiene, limpeza, iluminação e conservação do lugar. Quem
aqui se imagina fazendo sexo em um hospício abandonado cheio de ratos, aranhas,
poeira e etc ???
Mas não pára
por aí a relação de sexo, horror e falta de higiene, quando a estória volta ao passado
temos uma ninfomaníaca, uma freira recalcada que se imagina transando com um
padre e um velho sádico e nojento de pinto pequeno. (sim, tem tudo isso, sinta
o nível da série). No hospício você já pode imaginar a total falta de
iluminação e limpeza, pessoas torturadas, estupradas, mutiladas e daí pra
baixo.
A abertura
segue o estilo da série: flashs de cenas que não servem pra nada, além da
tentativa frustrada de te aterrorizar.
O que faz
você querer assistir ao próximo episódio são perguntas como:
O que será
que arrancou o braço dele?
O que ela
vai fazer sem as pernas dela?
Ou
Quem está
comendo essas pessoas? (comendo mesmo, não é figurativo).
Nada muito
além disso.
Se você tem
estômago forte talvez se prenda à série por conta desses questionamentos, que
não vão levar a nada, já que está óbvio que todo mundo vai morrer e ponto
final.
No presente o
homem do casal estúpido (que quer “transar até enlouquecer”) perde o braço em
uma das cenas, ele sangra miseravelmente por três episódios até que os dois
morrem, graças a alguns mascarados que lembram mais o slipknot do que algum
assassino. Me refiro à banda não só pelas máscaras usadas, mas sim pela
quantidade de pessoas (a banda tem nove integrantes), já que o casal é
assassinado apenas pelo terceiro mascarado, à tiros. O cara sem braço ainda
consegue matar o primeiro assassino, enquanto a mulher foge daquele jeito
inteligente que toda vítima foge nos filmes de terror. Pra completar a falta de
sentido, um quarto mascarado surge, e aparentemente mata os outros mascarados.
No tempo
passado ninguém precisa se preocupar com quase nada, temos uma freira maníaca e
recalcada, que insiste que a tortura irá purificar as pessoas que habitam o
maldito hospício, outra freira possuída pelo demônio, que mata uma mulher com
uma tesoura, jorrando tanto sangue que parece uma mangueira regando um jardim,
um maníaco que aparentemente foi abduzido por alienígenas que esfolam pessoas
vivas sem dó, pessoas que comem pessoas e teem um apetite dos grandes e o médico
maníaco, esse é o mais bizarro, o cara tenta estuprar uma ninfomaníaca,
(sim, isso mesmo a menina faz todo tipo de sexo com qualquer um do hospício,
menos com o velho e sabe-se lá porque), mas falha miseravelmente pois esqueceu
de tomar o viagra e ainda por cima tem o pinto pequeno, a ninfo racha de rir da
cara dele que se vinga dela arrancando suas pernas. Dá pra contar as incoerências
dessa cena? uma ninfo que se recusa ao sexo, um estuprador brochado e uma vingança
pra lá de doentia.
AHS Asylum
tem um enredo tão pobre que o autor exagera em mistérios mal resolvidos (porém
ligeiramente óbvios), flashs de cenas horríveis e quantidade de criaturas malignas,
humanas ou não. Algumas cenas são perturbadoras, e outras realmente escrotas, como
quando vemos o pior maníaco na cadeira do doutor brochado e imaginamos sangue
pra todo lado só que não é o que temos, as cenas de tortura mental são tão
ruins que dá pra rir. Não existe esperança nenhuma para o povo do hospício, já
que tem muita gente querendo matar eles, cada um por um motivo diferente.
Não vi a
primeira temporada e nem vou ver essa, achei a coisa toda realmente um lixo.
Se você gosta
de covardias, mutilações, violência e sexo (juntos) e aquele horror óbvio (quando
você já sabe que o personagem vai morrer tentando fugir) assista, mas se você
espera alguma mensagem boa ou algo que o faça refletir sobre alguma coisa, nem
perca seu tempo, porque a série não surpreende em nada, só se esforça pra ser
bizarra.
Eu sei que
minha opinião talvez seja superficial demais, já que eu não vi nada mais que
isso da série. No entanto eu senti subestimação ao telespectador com as
ceninhas de “horror show” sem sentido, e pra mim bastou pra detestar a série e
não querer mais ver.
Pra piorar
eu imagino que tenha gente que assiste isso aí, mas reclamou da falta de
atenção ao dia do Saci....
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