segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Meus agradecimentos e o cisco no olho



Os últimos finais de semana foram sem dúvida os melhores que já tive, tentei escrever sobre isso antes, mas não tive tempo, estava correndo feito louco essa semana.
A verdade é que tenho tanta gente pra agradecer que eu não sei por onde começar, vou me perder e talvez esqueça de alguém...
Primeiro quero agradecer minha família, que sempre me orientou pra chegar onde cheguei, sempre me apoiou,  escutou e deu conselhos. Graças à eles eu tenho tudo que tenho, eu sou tudo que sou.
Depois minha noiva, nem dá pra acreditar que existe uma mulher dessas no mundo, uma mulher fiel, companheira, sincera, independente, linda, cheirosa, e o mais impressionante: que me dá o bacon do lanche e gosta do meu “bafinho” de cerveja. PERFEITA!  E ainda veio com uma “extensão familiar” de brinde, pessoas maravilhosas que já moram no meu coração.
E se fosse só esses dois que citei, já seriam o suficiente pra ser o cara mais feliz do mundo, mas ainda nem comecei.
Não tem como não citar todas as pessoas que estavam no “Churras Fênix”, conhecido como “Festa Surpresa de 24 anos do Will!!” eu até desconfiei, mas não imaginava a proporção, família e amigos de todos os cantos, vestidos de rosinha me esperando pra surpresa. Não tem como não ficar impressionado com esse carinho, esse cuidado. Uma armação gigantesca, todos colaboraram de alguma forma, bolo, bexigas, indicações de caminho, churrasco... E quando eu vi todo aquele povo eu mal consegui falar alguma coisa, e talvez eu ainda nem consiga... foi lindo, foi inacreditável, a sensação é que não consigo agradecer o suficiente, agradecer pelas bexigas no caminho, pela discrição, pela preocupação, pelo bolo delicioso e gigantesco, pelos abraços apertados, pelo tempo perdido, pelos presentes que adorei....
A conclusão é que eu tenho os melhores amigos que existem, e fico ainda mais feliz por sentir a sinceridade, não tem média, não tem máscara.
E ainda tem a Fênix, PQP! A Fênix, um grupo de meia dúzia de gatos pingados e de alguém que era louco e atirava no escuro. Eu não imaginava, e talvez nem acreditava, eu me arrisquei porque sabia com 100% de certeza que tinha duas pessoas comigo, e com 90% de certeza que tinha mais uma, eu poderia estar errado, mas sempre pude contar com ela. Me surpreendi logo de cara: era mais que isso e a coisa foi aumentando, “pastamos”, pessoas entraram, saíram ou só sumiram. Fiz novos amigos e as velhas amizades foram se fortalecendo cada vez mais, muita gente achou errado, não entendeu, julgou. Se era pra eu me importar sinto muito, meus esforços estavam concentrados nos objetivos próprios e não nos obstáculos alheios, por fim a Fênix me surpreendeu, me surpreendeu muito, eu não sabia, é óbvio que estava torcendo por isso, mas nunca tive certeza de nada. Subimos no palco e foi maravilhoso, foi sem dúvida a melhor coisa que já fiz. No espetáculo ficaram nossas marcas, porque tudo o que você faz tem sua marca, mesmo que você tente esconder. Dia 02 entrou pra estória, foi fantástico ouvir o que escrevi sendo dito, risadas das piadas cretinas, das plantas vivas e até da risada do elenco. Eu não entendi o porquê, mas no fim de tudo entrou um cisco no meu olho, seria a poeira do deserto?
Não! Foram as pessoas, cada uma delas, o elenco de amigos que espero que fiquem do meu lado a vida toda, pessoas que conheço faz dez anos, pessoas que conheço faz seis meses, todos incríveis, todos com força de vontade e com mesmo foco: voar alto no palco sem medo de cair, sentir e transportar esse sentimento ao público e renascer em cada apresentação, pra fazer melhor, pra começar o ciclo, pra sentir orgulho.
Tenho que agradecer a cada um de vocês por entrarem na Cia, e mais, por entrarem na minha vida. Eu tenho muito orgulho de todos vocês, e do que somos juntos. Obrigado pela paciência, força de vontade e confiança.
Tenho que agradecer a todos que nos apoiaram, acreditaram, incentivaram e ajudaram muito, gente que acordou cedo no sábado pra dar uma dica, pra ajudar e orientar, gente que aprendeu em uma semana suas tarefas. Obrigado por encherem o palco de luz e som.
Tenho que agradecer a todos que assistiram, gente que se esforçou pra ir, gente que levou amigos, gente que nos parabenizou, aplaudiu e agradeceu pelo espetáculo. Agradecer à quem disse “Vocês merecem!” e “Eu sempre acreditei em vocês”. Obrigado pelas palavras, abraços, aplausos, risadas e principalmente, confiança.
Tenho que agradecer a quem emprestou ou criou cada objeto de cena, cada detalhe.
Podem se orgulhar, porque a Fênix está de parabéns, nosso elenco anda recebendo até convites de outras Cias da cidade.
Estou feliz com os resultados, estou surpreendido e fiquei emocionado, e isso é só o comecinho, é quase nada, porque ainda temos muito terror pra tocar, muita coisa pra melhorar, muita ideia pra por pra funcionar. Meus sábados são muito esperados, porque passo com a melhor galera que existe no mundo.
Não sei se consegui agradecer todo mundo do jeito que merecem, mas quero compartilhar essa alegria com vocês, esse ano começou dando belos frutos do que plantei, isso me deixa muito feliz, muito orgulhoso. Tenho perto de mim as pessoas que sempre quis ter, as sinceras, esforçadas, determinadas, solidárias, respeitosas, educadas... isso é muito importante, isso é emocionante!

OBRIGADO.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

American Horror Story





Antes de qualquer coisa saiba que daqui pra frente tem spoiler, mas também, falar que alguém vai perder a perna numa série como essa é bem previsível né?

A tradução mais adequada para “American Horror Story” é “história horrível americana”, ou pra resumir melhor a série, “história lamentável americana” ou só “história americana” ~rs.
Eu tive o desprazer de assistir “picotadamente” (assim como acontece com os personagens da série) os três primeiros episódios da segunda temporada, que se passa em um hospício em dois tempos distintos: o passado onde os pacientes são torturados exageradamente e o presente, onde o lugar está totalmente abandonado e “mal assombrado” como era de se esperar nesse tipo de “enlatadinho” americano. Mas não se engane, a estória é ruim no passado e no presente.
No presente temos um casal babaca, típicos americanos, que decide “transar até enlouquecer” no tal lugar abandonado, não seria idiota ir até lá só pelo risco que se corre, mas seria idiota pela higiene, limpeza, iluminação e conservação do lugar. Quem aqui se imagina fazendo sexo em um hospício abandonado cheio de ratos, aranhas, poeira e etc ???
Mas não pára por aí a relação de sexo, horror e falta de higiene, quando a estória volta ao passado temos uma ninfomaníaca, uma freira recalcada que se imagina transando com um padre e um velho sádico e nojento de pinto pequeno. (sim, tem tudo isso, sinta o nível da série). No hospício você já pode imaginar a total falta de iluminação e limpeza, pessoas torturadas, estupradas, mutiladas e daí pra baixo.
A abertura segue o estilo da série: flashs de cenas que não servem pra nada, além da tentativa frustrada de te aterrorizar.
O que faz você querer assistir ao próximo episódio são perguntas como:
O que será que arrancou o braço dele?
O que ela vai fazer sem as pernas dela?
Ou
Quem está comendo essas pessoas? (comendo mesmo, não é figurativo).
Nada muito além disso.

Se você tem estômago forte talvez se prenda à série por conta desses questionamentos, que não vão levar a nada, já que está óbvio que todo mundo vai morrer e ponto final.
No presente o homem do casal estúpido (que quer “transar até enlouquecer”) perde o braço em uma das cenas, ele sangra miseravelmente por três episódios até que os dois morrem, graças a alguns mascarados que lembram mais o slipknot do que algum assassino. Me refiro à banda não só pelas máscaras usadas, mas sim pela quantidade de pessoas (a banda tem nove integrantes), já que o casal é assassinado apenas pelo terceiro mascarado, à tiros. O cara sem braço ainda consegue matar o primeiro assassino, enquanto a mulher foge daquele jeito inteligente que toda vítima foge nos filmes de terror. Pra completar a falta de sentido, um quarto mascarado surge, e aparentemente mata os outros mascarados.

No tempo passado ninguém precisa se preocupar com quase nada, temos uma freira maníaca e recalcada, que insiste que a tortura irá purificar as pessoas que habitam o maldito hospício, outra freira possuída pelo demônio, que mata uma mulher com uma tesoura, jorrando tanto sangue que parece uma mangueira regando um jardim, um maníaco que aparentemente foi abduzido por alienígenas que esfolam pessoas vivas sem dó, pessoas que comem pessoas e teem um apetite dos grandes e o médico maníaco, esse é o mais bizarro, o cara tenta estuprar uma ninfomaníaca, (sim, isso mesmo a menina faz todo tipo de sexo com qualquer um do hospício, menos com o velho e sabe-se lá porque), mas falha miseravelmente pois esqueceu de tomar o viagra e ainda por cima tem o pinto pequeno, a ninfo racha de rir da cara dele que se vinga dela arrancando suas pernas. Dá pra contar as incoerências dessa cena? uma ninfo que se recusa ao sexo, um estuprador brochado e uma vingança pra lá de doentia.

AHS Asylum tem um enredo tão pobre que o autor exagera em mistérios mal resolvidos (porém ligeiramente óbvios), flashs de cenas horríveis e quantidade de criaturas malignas, humanas ou não. Algumas cenas são perturbadoras, e outras realmente escrotas, como quando vemos o pior maníaco na cadeira do doutor brochado e imaginamos sangue pra todo lado só que não é o que temos, as cenas de tortura mental são tão ruins que dá pra rir. Não existe esperança nenhuma para o povo do hospício, já que tem muita gente querendo matar eles, cada um por um motivo diferente.

Não vi a primeira temporada e nem vou ver essa, achei a coisa toda realmente um lixo.
Se você gosta de covardias, mutilações, violência e sexo (juntos) e aquele horror óbvio (quando você já sabe que o personagem vai morrer tentando fugir) assista, mas se você espera alguma mensagem boa ou algo que o faça refletir sobre alguma coisa, nem perca seu tempo, porque a série não surpreende em nada, só se esforça pra ser bizarra.

Eu sei que minha opinião talvez seja superficial demais, já que eu não vi nada mais que isso da série. No entanto eu senti subestimação ao telespectador com as ceninhas de “horror show” sem sentido, e pra mim bastou pra detestar a série e não querer mais ver.
Pra piorar eu imagino que tenha gente que assiste isso aí, mas reclamou da falta de atenção ao dia do Saci....

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ignorância

A ignorância das pes....não, não, ignorância não a burrice mesmo!

O mundo está cada vez mais burro, e eu acabo ficando irritado porque, às vezes, a impressão é que só eu percebo isso!
Agora os seguidores de Maomé, sei lá eu que porra é essa direito estão lá, protestando contra o filme que onfende o tal Maomé, matando pessoas, trocando tiros, botando fogo, jogando pedra...
Imagina que louco, o cara fala mal do seu povo, e aí você coloca ele na rua pra levar tiro, destrói seu próprio país, enquanto o cara que fez o tal filme está na boa, longe de tudo. 
Um povo que dá tanta importância para um filme tão inútil é burro, se soou ofensivo e se o filme é uma farsa, o melhor jeito era mostrar superioridade, atacando a ignorância de quem fez o filme e não sendo ainda mais ignorante, sei lá, usem sarcasmo, ironia, inventem! Não entendo como esse povo vive, vi na TV hoje "sétimo dia de protestos contra o filme", porra, tá todo mundo na rua parado, estragando a própria terra e ainda por cima deixando de trabalhar, viver, cuidar da casa, plantar uma árvore, fazer qualquer coisa....
Mas você acha que só os caras de turbante são burros???
Não não, veja os caras que atacaram o trem da CPTM hoje, os idiotas apedrejam o que eles mesmos vão usar todos os dias, a troco de quê? "Protesto", protesto??? O trem ja tá ruim da porta, aí o cara quebra ele ainda mais, pra protestar! Protestos inteligentes por favor! Esse tipo de comportamento só serve pra comprovar que quem está no trem não merece mesmo um serviço decente, qualquer merda está bom. E é por isso que somos obrigados à andar nessas sucatas pixadas, sujas e apedrejadas....
Enfim, não vai adiantar eu ficar escrevendo um monte de coisas, até porque, quem se importa com o que eu escrevo?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eleição da depressão



A merda está lançada, agora é a hora de passar o óleo de peroba na cara e ir pra TV, pro Rádio e pros 78657567585748 de cavaletes nas ruas, cara que nunca aparece na cidade agora surge do nada, com aquele sorriso espontâneo na cara, com aquela vontade de ajudar e de fazer mudança.
A cidade fica um LIXO, santinho, cavalete, cartaz, bandeira, camiseta e filha da puta pra todo lado. Não basta tudo isso, o que realmente interessa você não vê. PROPOSTAS pelo AMOR DE DEUS!!!!
Candidato de ficha suja achando que merece se reeleger, partidos que dominam há anos querem continuar dominando, e ao invés de mostrar propostas futuras, insistem em mostrar feitios que não passam de obrigação, água, asfalto, ônibus, escola e hospital. Isso não é motivo de campanha, isso é obrigação!
Tudo bem, a cidade melhorou graças ao governo dela? Ótimo, realmente tem que mostrar, mas desde que o serviço seja digno, usar um transporte público de merda pra fazer campanha? Foda...
Os municípios estão há anos com os mesmos partidos no poder, e depois de 8, 16 anos os caras veem falar que colocaram água na sua torneira! Candidato com ficha suja, candidato que é deputado estadual e não pediu licença pra fazer campanha e por aí vai.
Mas o pior não é esse caradurismo dos caras, porque isso a gente já espera manja?
O pior é o bando de trouxa que fica fazendo campanha pra esse tipo de raça. A troco de nada, poderia ficar quieto ao invés de falar merda!
Estamos na merda porque somos burros e não sabemos votar!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O problema do mundo....



O problema do mundo, principalmente do Brasil é o sistema, que enfia só merda nas nossas cabeças.
A educação não existe, e a culpa é do pai e da mãe? Não só deles, professores chegam a apanhar em sala de aula e não podem reagir, segure firme em um menor de idade e você vai estar agredindo ele, só que ele sabe disso e aproveita.
A educação é o que influencia a formação de cada pessoa, o sistema de educação é um lixo, a escola ensina de má vontade biologia, química, história, geografia, mas não ensina educação. De tudo que a escola te ensina (que não é muita coisa) você precisa aprender só 50% pra ser aprovado. E a maioria você não vai usar na sua vida. O que você usa na vida? Princípio, gentileza, respeito, etc.
As pessoas boas são obrigadas a viver com raiva, da impunidade de quem não tem nenhuma dessas qualidades mencionadas. Você liga sua televisão e é obrigado a ver pessoas atropelando outras pessoas e dando entrevista, gente que roubou milhões pedindo voto, motoristas alcoolizados fumando dinheiro e outras coisas piores ou iguais.
Nossa justiça não passa de uma piada de mau gosto, a constituição seria perfeita, se funcionasse. Existe sempre uma brecha para a impunidade de quem tem dinheiro ou influência. Mentiras descaradas, provas e mais provas de que o réu é culpado, mas somos obrigados a assistir essas pessoas fazerem o que querem.
Reclamamos da nossa política, e é óbvio que é muito ruim e temos que reclamar, mas não levantamos a bunda da cadeira pra fazer nada, até porque quem precisa trabalhar pra sobreviver não vai ficar organizando revolução. A culpa é do sistema, mas é ainda mais culpa de quem o segue como idiota.
Saia na rua e veja uma série de imbecis dirigindo, não existe respeito, não existe gentileza. Como essa pessoa pode ter habilitação? O sistema permite. Ninguém se preocupa com nada, atrás do volante todo mundo vira bicho e atropela, mata, passa por cima, “foda-se eu estou certo”, sempre esse tipo de pensamento.
Moleque achando que é homem que vai comer todo mundo, encher as meninas de porra, mulher é cadela, vadia, periguete, o cara não tem mãe? Não terá filha?
Defendo tanto as mulheres, mas algumas não defendem a própria existência, sai com um cara a cada dia, sai beijando metade da balada enche a boca de lixo. Você liga a televisão e começa uma chuva de merda, trio amoroso, menina biscate, viadagem, (leia-se VIADAGEM, e não homossexualismo) e mais um monte de mau exemplo que nós deveríamos esconder ou corrigir, mas a mídia mostra como se fosse normal.
Homem que bate em mulher pra achar que é mais homem, pessoas humilhando umas as outras, se esforçam pra ser baixos o suficiente pra sair por cima. Se diverte por fora, pra poder se mostrar pra um determinado grupo de pessoas do mesmo nível, e não vê a vergonha que está passando.
A maior parte da culpa é do sistema mesmo, mas quem permite essa lavagem cerebral somos nós. As pessoas estão cada vez piores, você nunca vai parar seu carro pra ajudar alguém com um carro quebrado, por medo de levar um tiro na cara. Estupro, roubo, violência. A maioria é culpa do sistema, culpa da impunidade. O que acontece se eu matar alguém? Quase nada, imagina “só xingar”, “só bater”, “só machucar”? Porque raios eu preciso me preocupar com isso? O incentivo a fazer justiça com as próprias mãos é cada vez maior.
A TV, o Rádio e a Escola deveriam nos tornar pessoas melhores, deveriam compartilhar ideias e pensamentos geniais, Jhon Lennon, Albert Eisntein. E não esse monte de futilidade e promiscuidade.  Músicas sem sentido, frases de bosta, e todo mundo curte, compartilha acha uma maravilha, o que era pra ser um humor e/ou descontração está virando filosofia de vida pra gente sem cérebro. “Eu bebo mesmo”, “eu meto mesmo”. Responsabilidade? Amor? Cultura? Estamos em um nível de decadência tão grande que nossas piadas servem pra confortar nossa desgraça.
Virou um exagero tão grande mostrar que não existe preconceito, que ele fica cada vez maior, tudo é preconceito agora. Nós não vamos diminuir nossa culpa pelo que foi feito, negros, índios, judeus, eles não vão esquecer toda a ignorância, toda a impunidade. Crescemos aprendendo que o mundo nunca foi justo, mas não com a ideia de que podemos mudar ele.
Estamos cada vez mais doentes pela dependência da mentira, as pessoas mentem o tempo todo, fingem pra elas mesmas que são alguém que não são.
É fácil demais falar que tudo isso, é culpa de um sistema podre, mas é difícil lembrar que quem faz a mudança somos nós mesmos. Não estou falando de sair na rua com a cara pintada e nem com placas nas mãos. Estou falando de abrir o olho, acordar pra vida e parar de pensar somente nos próprio umbigo.
Pra começar tente o respeito, você não tem que tratar ninguém com superioridade, seja pobre, rico, preto, branco, estrangeira, homossexual, alta, baixa, gorda, magra, feia, bonito, mulher ou homem. Todos somos iguais.
Não se refira nunca a uma mulher como uma boneca inflável, ou um objeto que se usa e joga fora. Uma mulher é sua mãe, uma mulher pode ser sua esposa ou filha. Você não vai querer que comam ela, que deem uma piroca pra ela... (não são minhas palavras, desprezo isso infinitamente).
Coloque-se no lugar da pessoa que você pretende ferrar, maltratar, esculachar, etc... Você acredita que ela realmente precisa disso? E você, será uma pessoa melhor por isso? O que os dois vão aprender com isso?
Abra a sua mente, não pense na sua satisfação e na satisfação de meia dúzia de pessoas que estão em seu convívio e pensam como você, pense maior, pense em mais opiniões ao seu respeito, pense no que as pessoas pensarão de você, a cada merda que você faz ou fala sem pensar.
Não minta, por mais que muita gente odeie a verdade, ninguém precisa ser enganado.
Somos egoístas, vivemos em torno de poder e dinheiro, corremos, sofremos, atropelamos, matamos e morremos por dinheiro. O poder só pensa em ficar mais poderoso, milhões de crianças morrendo de fome e o dinheiro que serviria pra salvar elas é roubado por uma pequena parcela de pessoas.
Ninguém se preocupa com o próximo, vivemos nos discriminando por tudo.
Não temos dó de mais nada, destruímos, queimamos, matamos...
O sistema planta mesmo toda essa merda, mas ninguém é obrigado à colher. Ninguém precisa assistir novela, ninguém precisa escolher o político “menos pior”, ninguém precisa acompanhar o que não faz diferença na vida. Big Brother, A Fazenda, Pânico na TV. Onde fica o humor inteligente? Onde fica o compartilhamento de educação? Onde fica a cultura? A TV passa o que a gente quer ver, BBB12? (nem seu se é 12, 13...) Se não tivesse dado audiência nos anteriores não teriam tantos deles.
A internet tem todas as informações do mundo, e nós insistimos em compartilhar violência e besteira sem conteúdo, pornografia e falta de respeito. Ninguém é de ferro, mas estamos em um nível extremamente preocupante, é só merda, merda e merda. O certo seria explodir o mundo e começar de novo, mas aos poucos nós mesmos podemos mudar tudo isso, talvez a cura pra doença seja você, sua família.
Tudo que fazemos na vida vem de influência de alguém, e as nossas maiores influências são “de merda”, resta a esperança de que a gente abandone essas merdas, e procure algo mais decente pra nós mesmos.
Estamos colhendo o que estamos plantando, é hora de trocar as sementes.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Uma simples cena

Sou um cara fascinado por mulheres, e não estou falando apenas da minha preferência sexual.
O meu fascínio vai muito além do desejo de ter uma mulher e de me relacionar com ela, até porque isso é uma coisa que eu já tenho e amo de verdade.
Um momento que foi muito marcante pra mim, e é um momento simples e pequeno, coisa que normalmente passaria desapercebido, foi uma "cena" digna de foto, que me fez refletir sobre muitas coisas, e que já faz tempo que aconteceu.
Eu admiro a força e as transformações que as mulheres teem durante a vida, e como elas lidam com tais.
A cena em questão relata justamente uma dessas transformações, a gravidez.
A moça grávida estava sentada em um banco, era uma época um pouco fria e ela estava se aquecendo no sol, as mãos acariciavam a barriga enquanto uma leve brisa bagunçava seus cabelos. Ela olhava para a barriga e para o horizonte. E parecia extremamente pensativa.
Fico imaginando quantas milhares de sensações e pensamentos não passavam pela cabeça daquele simples ser humano, dentro dele havia outra vida sendo gerada, que crescia aconchegada no ventre. A moça estava evidentemente sofrendo uma centena de mudanças no próprio corpo, e cuidava muito bem daquela nova vida que estava sendo gerada. Tudo o que eu estava vendo naquele segundo nem mesmo passaria na imaginação do bebê, que nunca nem ao menos viu o mundo pela primeira vez, mas já sabia que era amado.
Como deve ser incrível pra mulher uma gravidez, é uma das coisas mais bonitas do mundo, uma pena que até isso tenha caído um pouco na banalização, e nem toda criança é gerada com amor.
A verdade é que um filho deve ser a ligação mais forte entre duas pessoas, uma descrição de dois em um, um resumo de características de um casal em uma única pessoa que veio ao mundo de uma união amorosa.
Imagino que um filho seja a maior prova do amor entre duas pessoas, ou pelo menos era isso que deveria ser.
E não tem como não dar um grande mérito às mulheres, por tudo que elas fazem por nós, desde esse ponto da vida.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

A vida muda muito rápido em pouco tempo.


A vida muda muito rápido em pouco tempo.
Você vai sempre olhar pra trás e pensar: “como fui idiota”, mas por outro lado você pode se orgulhar de muita coisa que você fez, ou evitou fazer....
Os amigos mudam, e então você nota que na verdade, não eram amigos.
Outras amizades se mantêm, ou se fortificam conforme o tempo passa, mesmo que de longe, mesmo que sem “mela-mela”.
Os gostos mudam e a (in)tolerância também, muita coisa que você ignorou, hoje te faria explodir, e vice-versa também.
Todo o monte de merda que você já ouviu acaba em nada, não te provaram nada, não te fizeram mudar de opinião e ainda continua tudo na mesma, você apenas se afasta pra não mandar a pessoa ao inferno, educadamente.
Todos os conselhos que você não ouviu acabam fazendo falta, mesmo que não vá mudar nada, você pensa: “deveria ter escutado”.
Toda escolha e decisão, tudo o que fazemos na vida, vem de alguma influência, sempre! O problema é que nós nunca sabemos qual influência é a certa, qual realmente se preocupa com você e qual está preocupada com o próprio umbigo.
No fim, você nota que deveria ter escutado seus amigos de verdade, (na maioria das vezes os pais e também algumas exceções).
Você percebe também que não adianta ficar puto com quem não estava nem aí, porque a pessoa continua com essa mesma filosofia (ser filha da puta e se fazer de santo. kkkkkkk) e nunca vai mudar, não vale a pena se esforçar.
Esse texto não leva à lugar nenhum também, mas pra quem está se sentindo incerto ou incomodado com algo, vale a pena parar pra pensar, se você está seguindo a influência certa, se você está confiando na pessoa certa.